terça-feira, 26 de outubro de 2010

Estou doente, mas não sou nenhuma coitadinha.


Um pseudolálico não é necessariamente um pobre coitado.
Vejamos o meu caso: sou bonita (pelo menos, é o que me dizem); tenho uma família legal, apesar dos problemas (que todas têm); trabalho num lugar legal e gosto muito do que faço; meu salário é maior do que a média para o tipo de função que exerço, e tenho um marido maravilhoso a quem amo muito, e que acredito que me ama também.
Lendo tudo isso, não parece o retrato da mulher perfeita, bem resolvida e que todos querem por perto? Ledo engano!
Não foi de graça que perdi tantos amigos, e já pulei de vários grupos.
Sentir pena de mim mesma, ou vergonha de tudo que já fiz não vai fazer o tempo voltar para que eu faça tudo certo dessa vez.
Ficar me martirizando, me julgando, como se eu fosse a pior pessoa do mundo também não ajuda.
Preciso levantar a cabeça e seguir em frente, sem desistir quando os problemas (que, com certeza, serão muitos) começarem a chegar.
Meu lema agora é:
- Desistir? Hoje não!

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